Sobre as vantagens e cuidados de viajar com uma companhia em paz


Minhas primeiras viagens na vida foram em grupo, mas a verdadeira paixão por viajar eu tive após minha primeira viagem sozinha, há uns 11 anos quando fui para Jericoacoara, no Ceará. Depois dela, outras viagens começaram a vir e entre perrengues, aventuras e fatos engraçados, eu vivi experiências enriquecedoras, fiz amizade com diversas meninas que também viajavam sozinhas, algumas dessas amizades duram até hoje e renderam outras viagens e também o desejo de criar esse blog, por exemplo. Era tanta vontade de conhecer tantos lugares no mundo que não dava pra ficar esperando as amigas arrumarem tempo, coragem, organização financeira e principalmente vontade de embarcar comigo então, escolhi perder o medo e virei uma defensora da causa de mulheres que viajam sozinhas.

Viajar sozinho te obriga a ser mais independente, enfrentar os perrengues sozinho lhe estimula a crescer, você fica mais aberto a conhecer pessoas e explorar os lugares com mais profundidade, você decide se quer seguir o roteiro planejado ou se vai demorar horas em uma atração que você se encantou, são inúmeras vantagens. São tantas que viajar acompanhado parece até perder a graça, mas nesse post em clima de Dia dos Namorados irá mostrar que viajar de casalzinho, ou grupo de amigos, pode ser maravilhoso.

Primeiramente saiba que é absolutamente normal estar viajando acompanhado e de repente pensar “ah, se eu tivesse sozinha já teria feito isso, ou aquilo”, do mesmo jeito que quem viaja só, às vezes bate aquele momento de olhar ao redor e pensar “ai, queria ter um mozão pra estar aqui”, então… tá tudo bem ficar se sentindo confuso(a).

Dividindo tudo com sua companhia, o dinheiro rende mais

Ter companhia pra tudo:  Ter uma companhia até pra fazer o planejamento da viagem já é bom, fazer os roteiros com essa companhia, fica melhor ainda pois você tem com quem compartilhar as impressões, comentar o que encontra, decidir juntos os programas que irão fazer. Se a viagem for de férias, um curto período, por exemplo, melhor ainda. 

É mais barato: Se em uma viagem solo você optar por ficar em quarto individual com privacidade e banheiro só pra você, por exemplo, o preço sairá um pouco salgado. Já se vocês estiver com  uma companhia, vocês podem dividir esse custo e ficar no conforto e individualidade de um quarto só de vocês. Sem contar que dividir custos de transporte, refeições e tudo mais. 

Principalmente pra quem gosta de fazer tudo juntinho mesmo


Caso você queira, pode sim fazer amizades: Concordo que quando estamos viajando sozinhos estamos mais aberto a conhecer pessoas, sem dúvida. É mais do que ser comunicativo. É pelo extinto de sobrevivência que até os mais tímidos conseguem se soltar. Mas se você está acompanhado, o que impede de também conversar com pessoas, fazer amizades e dividir uma mesa de bar? Ok, se você está com um mozão, não estará aberto a paquera, mas isso não elimina a possibilidade de vocês conversarem com outras pessoas, fazerem passeios juntos com outros viajantes e sair por aí fazendo amizade. Se você acha que não é possível, repense seu relacionamento. 




Melhores fotografias: Sei que o pau de selfie veio pra ser um grande amigo do viajante solo, mas ter um(a) companheiro(a) pra tirar nossas fotos faz uma diferença danada. De preferência que seja aquele companheiro que você tem total intimidade para fazer aquelas fotos que você teria vergonha de pedir a um desconhecido pra fazer.



quem vai tirar a selfie da sua selfie? 



Escolher uma companhia para viajar é coisa séria e a escolha mal feita pode tornar sua viagem um saco, um fardo pesado de carregar. Uma viagem pode servir para fortalecer uma relação, mas também pode separar de vez. Isso porque durante uma viagem longa (pelo menos 30 dias), a convivência é muito intensa e diante de muitas escolhas a serem feitas pode causar discussões estressantes e desgastantes. Por isso, escolha o(a) companheiro(a) de viagem que tenha o mesmo perfil de viajante que você para evitar decepções. Tomando esses cuidados, é só pegar a mochila, o mozão, o crush ou BFF e se jogar mundo a fora.

Não sei responder ao certo quantos dias são necessários para bater a Neuronha - uma neura muito falada por amigos meus que foram morar e trabalhar na Tv Golfinho, em Noronha -  Só sei que passei quatro dias na ilha e achei pouco porque sinto que eu precisava curtir cada cantinho com muito tempo e nenhuma pressa ou pressão. Para quem vai fazer uma degustação à ilha, como eu fiz, selecionei alguns passeios que podem ser prioridade pra você não voltar frustrado por não ter conseguido curtir a essência da ilha. 
Como expliquei aqui no post anterior, a ilha é cortada por uma rodovia, a BR 323, que tem 7 km e vai do Porto ao Aeroporto. Nessa curta linha, tem diversas vias que você irá encontrar diversos tesouros escondidos por lá.
1.Mirante do Sancho -  Na entrada do Parque Nacional Marinho de Fernando de Noronha tem o acesso as trilhas para o Mirante dos Golfinhos, Mirante do Sancho e Dois Irmãos. Ali fica também o acesso a Praia do Sancho.  Para esses locais você precisa de outra carteirinha que é a de acesso ao Parque Nacional Marinho, com validade de até 10 dias, custa R$ 75 reais. 

A trilha é muito organizadinha com caminho todo em material reciclado que parece madeira, acessível para cadeirantes e tudo. O acesso à Praia do Sancho é que continua sendo complicado pois é uma escadaria bem estreita mas é o esforço necessário para chegar na Praia eleita como a mais bonita do Brasil.
Acesso sofrido para a Praia do Sancho


Morro Dois Irmãos visto do mirante




2. Praia da Conceição,  Praia do Cachorro e Cacimba do Padre:  O acesso para a praia do Cachorro é pela Vila dos Remédios, tem que descer uma escadaria de pedra para chegar lá. Devido a ação das marés não tinha areia na praia, estava toda coberta por pedras. Cacimba do Padre e Praia da Conceição são os points onde acontecem os campeonatos de surf. Sempre vale a pena dedicar um tempinho. 

Cacimba do Padre

Praia do cachorro




3. Buraco do galego - Se a maré estiver baixa, é hora de visitar o Buraco do Galego - uma piscina natural com três metros de profundidade formada pelas rochas na Praia do Cachorro. Os mais atrevidos se aventuram pulando de cima das rochas. Mas para se deliciar da piscina não precisa se aventurar assim. Tem acesso pelas bordas das rochas.


Tem que ter uma amiga corajosa pra se jogar nele. Obrigada, Flavinha Tavares

4. Museu do Tubarão - O espaço onde você pode aprender tudo sobre o animal que mete medo nos mares. Lá tem diversas arcadas dentárias das espécies comuns no arquipélago, folheto com as características de cada um e diversas peças de souvenir com a temática do tubarão. O local também tem restaurante que serve petiscos curiosos como bolinho de tubalhau e salada de tubalhau feitos com de tubarão salgado num processo parecido com o do bacalhau. Outras atrações são conhecer o “Buraco da Raquel” e ouvir as diversas lendas que contam sobre a origem desse nome e as diversas esculturas de ferro pra fazer as fotos divertidas de rabo de sereia e de rei/ rainha dos mares. É do Museu do Tubarão também que compra o acesso ao barco NAVI.



Sou turista, me deixa ser sereia! 


5. Barco NAVI -  Para quem viaja com criança ou tem medo de mergulhar (tipo eu) o passeio na NAVI é uma boa opção. Custa R$ 200 e é preciso comprar e reservar o horário do passeio no Museu do Tubarão. Antes de sair, a gente passa um tempo na palestra sobre as espécies marítimas que iremos ver na “Expedição" e ainda dão um folheto com as diversas espécies para marcarmos o que vimos. Bem didático! A embarcação possui uma lente de aumento e é através dela que a gente vai conhecendo o fundo do mar da ilha. O ponto negativo é que de tanto ficar olhando pra baixo, pode bater o enjoo facilmente. 


Barco Expedição NAVI 


Um mergulhador visto pela lente do barco NAVI


a gente se sente no fundo do mar 


6. Mergulho de cilindro - São diversos pontos de mergulho em todo o arquipélago e três empresas diferentes oferecem o mergulho de cilindro com instrutor para fazer o mergulho. A Atlantis Divers é a mais famosa e possui estrutura de veículo de transfer e catamaram para seguir até o ponto de mergulho. Custa cerca de R$520 e paga a roupa de neoprene por fora. Eles possuem equipamento de foto e vídeo também que você paga por fora.   
O mergulho de Flavia Carvalho foi registrado pela All Angle 

Mais um click da All Angle cedido por Flavia Carvalho


Uma opção mais em conta para quem nunca fez um mergulho é procurar empresas de mergulho independente.  O mais recomendado pelos locais é o instrutor “Bodão” que o escritório dele é na Praia do porto mesmo. Tipo: bem ali na beira da praia, basta perguntar em qualquer barraca. Custa R$ 200 a 250 reais (pagamento apenas a vista em dinheiro) inclui a roupa e equipamento. Não possui barco e segue para o ponto de mergulho andando pela praia mesmo. 
recebendo as instruções do Bodão

#Partiumar 

O escritório dele é na praia, ele tá sempre na área, mas ele num é da tua laia não. Esse aí é o Bodão, instrutor de mergulho da Mar de Noronha. 




7. Praia do Porto - Diante de tanta praia linda, lá pode não parecer tão atraente, mas é um ótimo ponto para ficar de bobeira praticando Stand up paddle, snorkel ou apenas ficar apreciando. Eu fiz isso enquanto o boy estava fazendo o mergulho de cilindro. Acho que foi a minha carência de uma praia calminha. 

                                      

8. Festival Zé Maria - Aí chegou no setor que eu amo: comida. O Zé Maria é o morador mais prestigiado da Ilha, dono da Pousada Zé Maria e gosta de promover o festival gastronômico todas as quartas e sábados para exibir seus dotes de pescador. Segundo ele, todos os peixes servidos lá foram pescados por ele no dia, não sei se é papo de pescador. Custa R$140 por pessoa e a bebida paga por fora, mas só vale à pena se você, assim como eu, for muito boa de garfo. 

                            

A maior paella das Américas: pernambucanos entenderão

Se for colocar um pouquinho de cada coisa, já sai de lá rolando
Tuca Noronha, filho do Zé Maria, apresenta a chef de cozinha da doceria do hotel e suas guloseimas. Que Deus proteja os diabéticos! 


9. Baladinhas - Dependendo de qual dia você for a ilha, faça a  programação noturna de acordo com os barzinhos mais badalados da ilha: Bar do cachorro é onde tem os forrós dia de sexta e Muzenza onde tem o reggae nas quintas. Ambos são colados um no outro, próximo a Vila dos Remédios, onde tem diversos outros restaurantes e barzinhos. 
                                    

10. Projeto TAMAR - Dependendo do período do ano, é possível ver a desova de tartarugas na Praia do Sueste. Na alameda do Boldró é onde fica o Museu a Céu Aberto da Tartaruga Marinha do TAMAR de Fernando de Noronha. 

                                                                         





Sempre achei frustrante morar em Pernambuco e nunca ter ido a Fernando de Noronha. O motivo é simples: apesar da ilha ficar no “quintal de casa”, o preço que se paga afugenta qualquer um de orçamento apertado, mas juntou a vontade de conhecer o paraíso e a oportunidade das promoções da baixa temporada e consegui riscar Noronha da minha listinha de lugares para conhecer. Se você também sonha em conhecer, esse post pode te ajudar a organizar a viagem. 

Quando ir?
Pra começar, quem quer conhecer a ilha e está com orçamento apertado, vai juntando a grana e fica alerta às promoções que começam a ser divulgadas logo depois do carnaval para ir nos meses de abril/maio/junho, mas não esqueça que esse período é de chuva e pode deixar seu passeio meio nebuloso. Fui em abril e peguei um clima ótimo, mas choveu no dia de voltar.

Como chegar? 

Pra chegar lá só tem duas opções de vôo saindo do Recife (GOL e Azul) ou Natal (Azul). 


E as tão faladas taxas? Logo na chegada no aeroporto, todo visitante precisa pagar a taxa de preservação ambiental que é calculada de acordo com a quantidade de dias que você irá permanecer na Ilha. Ela custa R$ 68,74 por dia e pode ser paga antes da viagem, basta emitir o boleto aqui para agilizar a sua entrada lá, ou então faz o pagamento no próprio aeroporto.

Mas tem mais uma taxa que é a do ingresso do Parque Nacional Marinho. Custa R$ 99 para brasileiros, tem validade de 10 dias e dá acesso aos pontos mais lindos da ilha. Você não vai pra Noronha e não visitar a praia mais bonita do Brasil, que é a Praia do Sancho né? Então...tem que pagar as duas taxas mesmo.


Onde ficar?  

Para mim, escolher hospedagem tem que estar ligado a como irá se locomover por lá e objetivo da viagem. Isso porque Fernando de Noronha tem opções pra todo bolso, desde as super simples até as mais luxuosas com piscina de borda infinita de frente pro Morro Dois Irmãos (quero/gosto!), mas no meu caso, eu passaria pouco tempo no hotel, então procurei algo que atendesse as seguintes necessidades: preço bom, conforto, wifi e serviço de translado, fiquei na Pousada Canto do Boldró, que é uma residência adaptada para virar pousada e por isso tem uma carinha de casa de vó. 
Porém...essa atendeu minha necessidade porque alugamos um buggy, mas recomendo escolher a hospedagem que cabe no seu bolso, mas opte por ficar na Vila dos Remédios ou Floresta Nova - que ficam próximas ao Centro Histórico, restaurantes, Praia do Cachorro e dá pra fazer um monte de coisa a pé. 

Como se locomover por lá? 
A Ilha de Fernando de Noronha inteira se resume a 7km de rodovia (BR 363) do Porto ao Aeroporto. O que quer dizer, que se você tiver disposição, dá pra fazer um monte de passeio a pé mesmo ou pegar o ônibus. O passagem custa R$ 5 e certeza que não demora muito pra fazer essa linha.  Em todo caso tem taxi, relativamente caro, mas funciona quando bate a preguiça ou na chegada do aeroporto e a opção de alugar um buggy, que custa em média R$ 160 a diária (em baixa temporada), fora a gasolina.

R$ 5,39 o litro? Pode encher o tanque! 

Não gostei muito da experiência de alugar buggy pois além de caros, achei bem desconfortável de dirigir e tem mais: um morador de lá me contou um segredinho que é bem comum por lá dizer que a bomba de combustível está quebrada, pra que você sempre coloque mais algum litro e eles sempre estarão abastecidos. Fica a dica pra moçada de procurar um que não seja. ;) 

Então, conselho da Tia Nanda é: Vá cheio de disposição pra andar muito a pé e arrisque-se numa vibe mais roots, no ônibus mesmo e até carona; alguns passeios incluem serviço de translado então deixe pra alugar carro apenas para ir para área mais distante, ou para fazer um "reconhecimento de área"/ ilha tour geralzão. Curta até bater a Neuronha!